quinta-feira, 13 de abril de 2017

13 Reasons Why... Espera, vamos falar sobre uma história de bullying e depressão

Hoje em dia está na moda falar que sofre de ansiedade, depressão, distúrbios psicológicos... Não quero julgar ninguém, mas as pessoas devem ter muito cuidado com esse tema. Depressão não é aquela tristeza que você sente quando terminou com o namorado ou brigou com seus pais. É quando NADA tira a tristeza do seu peito por completo. Ansiedade não é aquele frio na barriga antes da prova ou quando vai falar com o crush. É quando você sente isso mesmo em momentos aparentemente normais. Síndrome do pânico não é a mesma coisa que ser drama queen. É quando do nada, você sente um desespero enorme e sente que vai morrer, sem motivo aparente. Transtorno bipolar não é adolescente temperamental que "uma hora estou de boa mas aí não estou mais". É uma doença séria, que causa muitos problemas para a pessoa. E não, nenhuma dessas coisas é glamourosa, indie, hipster, cool, diferentona, gótica. Não romantizem problemas psicológicos!
"Ninguém percebeu o quão destruída eu estou"
Decidi falar isso devido ao enorme estrondo da série 13 Reasons Why, que estreou na Netflix agora. Não, eu não vi a série. Não acho que tenho capacidade de assistir sem que memórias que eu tenho um trabalhão para manter sob controle se manifestem. Porém, isso não faz diferença, já que não vim falar da série propriamente dita, mas sim de toda romantização que tem sido feita em torno de problemas psicológicos e até mesmo psiquiátricos.
É mais importante se manter vivo, não vale a pena se auto machucar, digo isso sendo uma pessoa que passa por muita depressão, estresse, coisas assim. Eu estou no geral mais feliz esse dias. Mas eu tenho, é normal,completamente normal ter depressão. Acho que o mais importante é se manter vivo, somente permaneça lutando

Depressão é um vazio sem fim. É se sentir sozinha mesmo com muita gente do seu lado. É não ter vontade de sair independente de quem te chame ou de como esteja o dia. É não conseguir se entusiasmar com nada. Nada faz sentido, parece que uma parte de você morreu. E essa parte nunca volta à vida. Eu sofri depressão no início da minha adolescência, dos 11 aos 14 anos, mas o bullying começou muito antes. E é essa história que eu quero contar.
Eu sempre fui a menina quietinha, magrinha e desde bem pequena eu preferia ficar lendo e desenhando "meninas japonesas" (na época eu não sabia o que era mangá), enquanto minhas amigas gostavam de brincar, correr, jogar bola. Eu era péssima em esportes e muito inteligente nas outras matérias. Ou seja, todo mundo me zoava, MUITO na Educação Física e no Recreio. Porque "a Amanda é estranha, ela não sabe jogar nada, só atrapalha, ela é muito magra, ela tem o cabelo feio, ela só estuda". Essas mesmas pessoas me pediam as respostas da lição. E eu dava, porque achava que elas iam me detestar menos, que eu seria "mais aceita", mas não. Eu tinha poucas amigas e nenhuma delas me defendia, porque eram crianças, não sabiam o que fazer. Então eu me mudei para outro estado.
Às vezes você tem que de certa forma morrer por dentro para poder renascer das suas cinzas e acreditar em si mesmo e se amar para poder se tornar um novo alguém.
Nesse novo lugar, fui recebida de portas abertas. As pessoas gostavam do meu cabelo, e gostavam de eu ser inteligente. Elas gostavam das "meninas japonesas", de livros, e de todas coisas esquisitas que eu amava. Ninguém brigava comigo na Educação Física e eu não passava o recreio sozinha. Eu fiz amigas (tão verdadeiras que até hoje somos próximas). Eu tinha a vida perfeita, foram os melhores 2 anos e 7 meses da minha infância. Até que me mudei novamente de estado... E essa mudança me abalou tão profundamente, que até hoje as cicatrizes doem e quero voltar a morar nessa cidade que me fez tão feliz. Eu não aceitava. Eu sofri, experimentei o bullying antes, mas isso passou e fui apresentada a uma realidade totalmente diferente, eu tinha tudo que queria e essa felicidade foi arrancada de mim.
Algum dia você vai parar de me julgar? Não sabe o quanto eu estou tentando.

Na nova cidade, eu não era mais a Amanda. Eu fui pra uma escola pequena, e todo mundo comentava da "garota quieta, nerd, ruim em esportes e que está sempre triste". Eu não conseguia fazer amizades, eu queria minha cidade, minhas amigas, minha escola de volta. Eu não pertencia àquele lugar. E as outras pessoas também viam que eu não me encaixava. Tudo isso estaria bem se simplesmente me deixassem sozinha. Mas não é isso que pessoas fazem. Começou com a Educação Física. Eu passava o jogo todo "em outra dimensão", não pegava a bola, não jogava direito, e comecei a ouvir xingamentos. Eu era a última a ser escolhida e o líder do time ainda perguntava pro professor se não podiam jogar com um a menos porque "ela só vai atrapalhar". Isso doía. Comecei a fingir que estava doente sempre que tinha essa aula. Até que fui ficando doente de verdade. Emagreci mais. 
Eu sinto como se eu incomodasse as pessoas só por estar viva
Então, começaram a me zoar porque eu era muito magra. Ouvia os garotos cochichando, falando que eu era doente, anoréxica, feia, estranha. Esse grupo de garotos tinha um "líder", que era adorado por toda - pequena - sala. Eu fingia que não ouvia, não tinha coragem de rebater. Então, eu ia me fechando mais e mais. Entrei de cabeça no mundo dos animes e RPG, só sabia falar disso, pois era disso que eu falava com minhas amigas pelo MSN. Então, esse garoto começou a zoar os meus gostos. Disse que eu era estranha porque só gostava de coisa japonesa. Que não era "normal" como as outras meninas. Minha mãe foi chamada na escola, e como na época os professores viam o que estava acontecendo e eu fazia muitos desenhos suicidas, recomendaram um psicólogo. A psicóloga me mandou pra psiquiatra e passei a tomar remédio. Minha vida não tinha graça. Eu fazia tudo no automático e só me sentia feliz quando ouvia My Chemical Romance (eles salvaram minha vida, não é brincadeira) e me maquiava como a Lady Gaga. 
Seja você mesma e ame quem você é e se orgulhe porque você nasceu assim

Eu percebi que era bullying quando vi que era só comigo. Não importa o que eu fazia, nada estava bom o suficiente para aquele grupo. Me zoavam por coisas sem o menor sentido, como meu gosto musical, o fato de eu gostar de Lady Gaga e My Chemical Romance incomodava muito eles, mas eles escutavam Kesha e Green Day. O problema era eu. Então, já que nada ia mudar, eu fiz o inverso. Pintei o cabelo mais vermelho ainda, ia pra escola de delineador forte, usava coisas pretas, eu ia ser o que eu quisesse, já que nada ia adiantar. Mas, enquanto eu tentava me fazer de resistente na escola, chegando em casa eu chorava. Muito. Então começaram a comentar minhas fotos do Orkut, me chamavam de feia, começaram a zoar minha religião. Cada hora era um novo motivo pra me zoar, eles inventavam algo de errado e fora do normal só pra implicar comigo. Foi quando eu comecei a rebater. Me fazia de durona, mandava calarem a boca, falava "Por que vocês se importam com a minha vida? No que isso altera a vida de vocês? Dane-se minhas fotos, meus gostos, pra que vocês se importam com isso?" Mas eles riam quando eu falava. Então eu explodi...
seja forte, seja quem você é e lute por sua identidade, lute por quem você realmente é

Implorei pra sair do colégio, mesmo sabendo que meus pais não tinham como pagar outro. Minha mãe então falou com a coordenadora. Fizeram uma reunião, e foi um dos piores momentos da minha vida. Obrigaram o garoto a pedir desculpas pra mim. E eu queria sumir, porque sabia que ele ia me odiar mais ainda e seria mais um motivo pra me torturar. Mas, ele parou. Nunca mais falou comigo. Eu fiz algumas amizades nessa época, que me ajudaram s superar isso e ficaram do meu lado, Ainda somos amigas.
Ser você mesmo e fazer o que ama é mais importante que qualquer coisa. É mais importante que provar a si mesmo ou reconhecimento de outras pessoas.

No final desse mesmo ano, eu me mudei novamente. E era uma ótima cidade, eu tive um ensino médio excelente, fui feliz e ainda sou. Não tomo mais remédios. Porém, eu sei que a depressão mora em mim. O trauma que eu vivi, ainda reflete hoje em dia. Não posso ouvir alguém falando "estranha", "magrela", "feia", que passo o dia inteiro pensando nisso. Causou uma insegurança que eu luto todo dia pra superar. Tenho dificuldade em me aproximar de pessoas e travo uma batalha diária contra isso. Algumas vezes eu venço, outras eu perco. E, apesar de saber que essa ansiedade, insegurança, depressão, nunca vai desaparecer por completo, eu estou vencendo essa guerra. 
A única pessoa que você deve tentar ser melhor, é a pessoa que você foi ontem.

Tudo isso pra dizer que NÃO, POR FAVOR, NÃO ROMANTIZEM PROBLEMAS PSICOLÓGICOS! Não é legal, quem tem, trabalha duro todo dia pra mostrar a cara na sociedade como se estivesse tudo bem, quando não está!
Essa série, 13 reasons why, possui um objetivo muito legal, de conscientizar pessoas sobre suicídio. Mas eu tenho 13 coisas a dizer:
  1. Se você possui algum tipo de sentimento forte ligado a depressão ou suicídio, não assista a essa série sem se informar antes sobre as cenas fortes. Isso pode fazer com que você tenha recaídas irreversíveis. Assista com cautela e, se sentir-se mal, PARE.
  2. Assista coisas relacionadas, que te ajudem a entender o problema. Às vezes você sofre de algum distúrbio e nem faz ideia.
  3. Se você se sente mal, procure ajuda. Seja de família, amigos, psicólogo, ou mesmo na internet, busque pessoas que te deem apoio;
  4. Se você pratica ou já praticou bullying, pare, e tente se desculpar com a pessoa. Pode ser que tenham se passado anos. Mas, eu garanto que essa pessoa ainda lembra com tristeza disso.
  5. Se você está sofrendo bullying, converse com sua família e não tenha vergonha de procurar ajuda da escola. Isso pode fazer a diferença;
  6. Se você conhece alguém com depressão ou bullying, esteja ao lado dela. Mesmo que você não seja tão próximo, tenha certeza de que fará a diferença na vida dessa pessoa;
  7. NUNCA finja ter algum desses distúrbios. É desrespeitoso com quem sofre e banaliza o problema.
  8. Se você convive com alguém que sofre de qualquer distúrbio psicológico, tenha paciência com ela. Ela não te magoou porque quis.
  9. NUNCA CULPE A PESSOA. Você vai piorar o estado dela. Mostre apoio e tente entender. Não é culpa dela.
  10. Se você sofre de algum distúrbio, tenha paciência com você mesmo. Você não é obrigada a se transformar de um dia pro outro, isso é impossível. Um passo de cada vez.
  11. Comemore cada pequena conquista sua. Cada passo de progresso deve ser motivo de alegria, por menor que seja;
  12. Não se culpe caso tenha recaídas. Isso é normal. Porém, certifique-se de que alguém esteja acompanhando sua jornada pra sair dessa, pois essa pessoa a ajudará nesse momento.
  13. FAÇA AOS OUTROS O QUE GOSTARIA QUE FIZESSEM A VOCÊ. Essa é a frase que define o que é viver em harmonia com o mundo. AME-SE E AME.
Espero que minha história tenha feito vocês entenderem um pouco do que o bullying pode causar em uma pessoa. Que uma palavrinha sua pode fazer um grande estrago na vida de alguém. Estejam atentos ao que acontece ao seu redor e não seja o motivo de tristeza de alguém, mas sim de alegria!
Um beijo a todos, e desculpa o textão.
Amanda
Eu sou Gerard Way... e eu sobrevivi... você irá também
P.S: Caso alguém se interesse, procure sobre a história da Lady Gaga e do Gerard Way. Eles são meus exemplos de superação e podem ser os seus também.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Dirk Gently's Holistic Detective Agency

Mudando um pouco o tema de faculdades...
PÁRA TUDO! QUE SÉRIE MARAVILHOSAMENTE INTRIGANTE!
Faz alguns dias que eu e meu namorado estamos completamente viciados nessa série do nosso melhor amigo, Netflix:
Dirk e Todd, respectivamente
A série é da BBC América e é baseada na série de livros do escritor Douglas Adams, que fez sucesso nos anos 80. Conta com os protagonistas Todd Brotzman (adorado e querido Elijah Wood) e Dirk Gently (Samuel Barnett).

Do que se trata?

Primeiramente, vamos explicar o que é holístico: uma teoria que afirma que tudo está interconectado, que todos acontecimentos fazem parte de um todo maior. O todo é maior que a soma de suas partes.
Basicamente, a série conta a história de Todd, e como uma série de eventos desastrosos, totalmente bizarros e inexplicáveis o levaram a encontrar Dirk, que o convence de que todos eles estão interligados e de que ele deve ser seu ajudante, afinal, ele é um detetive. Um detetive holístico. Na verdade, Todd é meio que "obrigado" a ser o ajudante de Dirk, levando em conta as circunstâncias: Ele trabalha em um hotel onde um crime brutal, envolvendo um tubarão e diversas mortes ocorreram, levando policiais a suspeitarem dele. Ao mesmo tempo, Lydia, a filha de um homem importante, morto no acidente foi sequestrada por uma seita misteriosa, e apresenta comportamentos estranhos. Também somos apresentados à irmã de Todd, Amanda, que sofre de uma doença que mexe com suas sensações, causando pânico; e à Farrah, segurança de Lydia. Paralelamente, temos a história de Bart, uma mulher visivelmente perturbada, se auto denomina uma assassina holística, que mata pessoas pelo simples fato de achar que deve, e com um único pensamento: Matar Dirk Gently. Junto com seu amigo/refém Ken, um hacker.
Amanda, Todd, Dirk e Farrah
Ken e Bart

O que eu achei?

É uma série que, a princípio, parece que alguém escreveu o roteiro a base de alucinógenos! Você vai sendo apresentado a várias situações totalmente absurdas e ilógicas, que vão te deixando intrigado e ansioso para descobrir mais. Tudo gira em torno de DESTINO e TEMPO. É uma série muito gostosa de assistir se você quiser ocupar sua cabeça com um mistério esquisito. É uma série onde o tudo é regado à otimismo. Também dou nota 10 para a estética da obra, os figurinos, cenários, são muito chamativos e bonitos. Com certeza aguardo logo pela segunda temporada!


Alguém já assistiu? Deixem nos comentários suas opiniões sobre a série!

domingo, 18 de dezembro de 2016

O Fim... e um novo começo?

Parece que já virou rotina eu ter q abandonar uma ideia e começar outra... 
Quem me acompanha sabe que eu já pensei nos mais diversos cursos Universitários, que comecei Arquitetura, larguei, comecei Publicidade e estava indo todo dia para outra cidade, longe de casa, para estudar. Porém, chegou a hora de pedir socorro.

Eu estava ficando doente. Não conseguia dormir nem comer direito, não tinha ânimo para fazer nada pois a viagem de ida e volta todo dia estava acabando com meu físico e minha mente. Eu passava mais tempo dentro do ônibus do que na sala de aula, já que estas iam das 7:30 às 10:00. Não tinha saúde para trabalhar e estudar, não tinha como morar em São Paulo, e não foi por falta de pesquisa! Passei meses planejando e não teve jeito. Então, até que ponto vale a pena?
Vou deixar um texto que escrevi no Facebook no dia em que tranquei a faculdade, com dor no coração, mas SEM arrependimentos:

As vezes achamos que fizemos a escolha certa. Nos empenhamos nessa escolha, damos nosso sangue, suor e lágrimas para ver esse objetivo alcançado. Mas até que ponto? Até que ponto certos sacrifícios valem a pena? Muitos de nós passamos por coisas muito ruins para "realizar um sonho", mas a que custo? Se distanciar de quem ama, prejudicar a saúde, arriscar a segurança. Adrenalina de estar sozinho é muito bom, mas devemos entender nossos limites como pessoa. Não é porque fulano consegue que eu tenho que conseguir. Cada um é um ser único com suas capacidades e limites e é importante observarmos isso com cautela. E ter um limite diferente não te faz superior ou inferior a ninguém. Todo esse texto pra dizer que sim, eu tentei, tentei ao máximo mas meu LIMITE chegou, e os sinais não podem ser ignorados. Todos têm capacidade para ser grandes! Tente ao máximo, mas saiba saber quando parar também. Isso não te faz fraco, jamais. Isso te faz um ser humano consciente de si mesmo, que está apenas buscando sua felicidade da forma que consegue. Um diploma não define seu potencial!

Foi difícil tomar a decisão de trancar a faculdade. De desistir de uma bolsa que eu lutei muito para conseguir, de uma profissão que eu gosto muito, mas São Paulo não é lugar pra mim. Eu agradeço muito ao Destino por ter me dado a chance de tentar por um ano essa vida. De sentir como é estudar na maior capital do país, em uma das maiores faculdades do país, com professores e amigos incríveis. Mas não me sinto mal, pois TENTEI. E é isso que eu desejo a todos vocês, que vocês TENTEM AO MÁXIMO. Corram atrás, se esforcem, lutem. Mas saibam entender os sinais do seu corpo, e quando é hora de parar. Isso não é covardia nem fraqueza! Quem não tenta e desiste antes, é COVARDE. Quem tenta e percebe que não consegue, é um VENCEDOR, pois foi atrás.
Obrigada a todos pelo apoio, e fico muito feliz de saber que inspirei e ajudei algumas pessoas. Mas isso não é o fim do blog! Espero que continuem me acompanhando em minha nova jornada (que vai ser surpresa até eu passar) e que vocês consigam passar no TOP 50. Não se cobrem tanto! Lembrem-se: 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Desabafo: Vale a pena estudar em outra cidade?

Quero começar falando uma coisa: EU AMO MINHA FACULDADE E MEU CURSO. Que isso fique bem claro logo de início. 
Estou terminando o segundo semestre de Publicidade e Propaganda na Anhembi Morumbi e, como moro em outra cidade, a mais ou menos 1h30min de São Paulo, as coisas são um pouquinho complicadas e eu vou listar os motivos

Morar longe de casa? 

Desde o começo, meus pais deixaram claro que não tínhamos dinheiro para que eu morasse confortavelmente em São Paulo, pois os gastos com aluguel, contas, alimentação, transporte, emergências e para visitá-los nos fins de semana estava acima do orçamento. Me desesperei porque tinha ganhado a bolsa da Universidade e queria muito tentar. Mas aí surgiu outra opção...


Ônibus Fretado

Descobrimos um ônibus que passava na rua de casa, fretado. Para quem não sabe, um Fretado é um transporte que você paga um valor fixo por mês e pode usufruir de ida e volta nos horários disponíveis. Esse ônibus me deixa no metrô, onde eu tenho que pegar umas 15 estações até a faculdade, com direito a baldeação! Eu teria que acordar as 4 da manhã para pegar o fretado as 5h e estar no metrô as 6:40 para chegar na Faculdade 7:30. Na volta, eu teria que pegar o ônibus as 15h para chegar 17h em uma cidade, atravessar uma balsa e então pegar outro ônibus e chegar 17:40 em casa. Cansei só de escrever, imagina passar por isso todo dia.
No começo, todos me alertaram, mas eu, persistente, quis tentar e continuar. E aguentei bastante, acho. Tudo melhorou quando meu namorado começou a fazer o mesmo trajeto que eu, pois ele estuda na mesma faculdade e mora na mesma rua que eu! Porém...


Cansaço x Saúde

Esse bate e volta 4 vezes por semana começou a fazer mal pra mim. Mesmo dormindo cedo, levando comida de casa e dormindo no ônibus, meu corpo começou a pedir socorro. Eu comecei a emagrecer, ter problemas de estômago, insônia e enxaquecas constantes. Isso estava acabando comigo, então voltei a falar com os meus pais sobre morar em São Paulo. Eu conseguiria um estágio, ajudaria com as contas e ficaria mais fácil comer e dormir. Mas aí o fator preço me prendeu novamente: Eu só teria como arcar com as contas de um quarto em um apartamento compartilhado, em um bairro não tão seguro. Comecei a desanimar de novo. Não tinha nenhuma amiga para dividir e fiquei bem aterrorizada de morar com pessoas que não conheço.


Sem Saída?

 Foi aí que a realidade bateu na porta: Eu, uma pessoa toda complicada com saúde e muito sensível, jamais vou conseguir morar com gente estranha em uma cidade tão louca quanto São Paulo.
Ir e voltar de fretado também está fora de condição, levando em conta minha saúde e, mesmo que eu decida aguentar, quando chegar a hora de fazer estágio não vou ter escolha a não ser me mudar para São paulo.
Existe a possibilidade de fazer faculdade aqui na minha cidade, mas todos formados em Publicidade aqui, vão disputar vagas no mercado de São Paulo, pois não há campo de trabalho na área aqui. Portanto, teria que escolher outro curso se quisesse ficar na cidade


Resumindo...

Ou eu continuo fazendo o curso que eu amo, na faculdade que eu amo, mas levando uma vida estressante, que pode afetar a minha saúde, OU fazer um curso que eu não gosto tanto assim, mas com a qualidade de vida de estudar perto de casa.

Estou num dilema até o final do semestre!

PS: Prometo parar de usar imagens de Tumblr assim que comprar uma câmera!
Beijosss


sábado, 10 de setembro de 2016

Como se dar bem nos estudos!

Olá amores! Como vi muita gente me perguntando sobre a bolsa que ganhei, como fiz pra estudar pro vestibular... Então aqui vão os apps e canais do youtube que me ajudaram PRA CARAMBA, sem os quais eu duvido muito que teria conseguido.
fonte: tumblr (prometo que quando comprar uma câmera as fotos serão originais!)
Sempre nos dizem que o celular é o maior inimigo da concentração na hora de estudar. E, realmente, é um pesadelo tentar resolver exercícios quando notificações do Whats ou do Facebook não param de fazer barulho. Nesse caso, se seu celular tiver a opção de desabilitar alguns apps, faça isso com todas redes sociais. Se não tiver, simplesmente o deixe no silencioso e o use apenas para os apps de estudo. Sei que é difícil, a mão coça para puxar a aba e ler as mensagens, mas AGUENTE FIRME E FOCO!
IMPORTANTE: Os apps não substituem uma rotina de estudos com foco e treino de exercícios! Eles são complementares que facilitam nossa vida, mas só com eles, não adianta!

Formulando


Esse App me ajudou muito, vocês não tem noção! Eu sempre tive problemas para memorizar fórmulas, principalmente de Física, e apesar de não conter todas, ele faz vários questionarios para facilitar sua memorização. Confesso que usei até um hora antes da prova, para ter certeza de que não erraria nada por causa de um esquecimento repentino! Porém uma DICA: use esse app por último, quando estiver estudado tudo e queira relembrar algumas fórmulas, perto da data da prova. Ele não vai adiantar se você não tiver um conhecimento anterior das fórmulas.







MalMath


É o arrasador de Matemática! Nele você coloca equações que não consegue resolver e ele faz pra você, mostra o passo a passo, o resultado e elabora até mesmo um gráfico. É muito amor! Ele também formula equações para você resolver e, assim, ir treinando. É um pouco estranho para mexer se você não tem muita experiência com equações, mas quando pega o jeito, o negócio vai que é uma maravilha! E ele não serve só pro vestibular não, viu? Se você é da área de exatas, esse app vai te facilitar muito a vida ainda!





Fórmulas Free

Outro para fórmulas, mas esse contém quase TODAS as fórmulas de Matemática. É útil para consultar e memorizar as que o Formulando não tem, além de ter um ótimo conversor de unidades! Me ajudou muito em Geometria, uma parte da matemática que precisa de muita ilustração para compreendermos bem. Não se assuste com o tamanho da lista! Nem todas caem em vestibular, possui muitas fórmulas para pessoas já experientes, que estudam exatas. 






Brainly


Quando nada adiantar e você não conseguir DE JEITO NENHUM resolver suas questões, esse app é uma luz no fim do túnel! O Brainly é uma espécie de fórum, onde você posta sua questão e as pessoas almas iluminadas de boa vontade tentam resolver. Quase sempre você recebe sua reposta logo, e as pessoas são sempre bem educadas quanto às suas dúvidas. 







Família Look Mobile

Look Física: Esse também é bom para consultar caso você não se lembre de alguma fórmula na hora do exercício ou queira relembrar! Faltam algumas coisas, mas ele é bem simples e cumpre seu objetivo: nos mostrar qual fórmula serve para cada assunto. Eu olhei tanto esse app porque, como disse anteriormente, meu fraco era Física ainda é, não lembro de NADA, mas pelo menos passei na prova.
Look História: Pra quem achou que só ia falar de exatas, tem o Look História! É um app excelente para relembrar alguns momentos históricos, chegando perto da reta final! Gostei muito que eles ainda disponibilizam Video Aulas em alguns tópicos, o que reforça o aprendizado. Vou falar mais de humanas no final do post.
Look Bio: Também ajuda a relembrar alguns termos de biologia, tem imagens bem ilustrativas e é bem fácil de entender. Porém é útil para usar mais no final dos estudos, pois sem um repertório de biologia fica difícil de entender


Canais

Vocês devem ter reparado que eu coloquei muitos apps de exatas e quase nada de Humanas, né? É porque, pelo menos no meu caso, não conseguia estudar humanas só por apps, não tem como! Para exatas eles são bem úteis na hora de fazer exercícios, mas em humanas e biológicas... Então presta atenção nesses canais que explicam tudo de um jeito bem simples, pra você aprender:

Aula De

Não tenho nem palavras pra descrever o quanto eu sou grata a esse canal! Descobri durante o ensino médio, procurando aulas de Literatura e me apaixonei! Faz um tempo que não entro no canal, mas as primeiras aulas de Literatura, Redação, História, Biologia, Física e Química foram as que eu mais assisti. Os professores são muito simpáticos, fazem você querer assistir mesmo se já manja da matéria! Recomendo MUITO, mesmo. 
(OBS: Acabei descobrindo que o prof Kalife, de redação, faleceu recentemente :/ estou em choque)





Me Salva


Se você se dá melhor com explicações envolvendo gráficos e desenhos, vai gostar do Me Salva! Seus vídeos são bem simples de entender e divertidos, eu pessoalmente gostei bastante das aulas de Química!


Canal Física


Como o nome já diz, voltado para Física! Eu sinceramente nunca entendi nada de Física então esse canal me ajudou muito, o prof é muito legal, explica muito bem e aprendi mais com ele do que na escola!

Bem gente, esses foram os auxiliares que mais usei durante minha rotina de estudos! Espero que possam tirar o mesmo proveito que tirei, estudem bastante e boa sorte!

Amanda

sexta-feira, 20 de maio de 2016

The Strypes: Meus Salvadores

Sabe quando você não aguenta mais a sua playlist? Você passa de música em música e nenhuma parece te agradar, todas te enjoam. Então você decide ligar o rádio à procura de novidades e tudo que consegue encontrar é mais chatice. Músicas quase todas parecidas com vozes e ritmos parecidos (sem querer generalizar, mas quase todas). Foi num desses dias que eu descobri The Strypes. Foi como uma brisa de ar fresco no meio de todo esse mundo saturado da música.
Baby Strypes em 2010
Eu estava me preparando para ir no Festival Cultura Inglesa de 2015, louca para ver o Johnny Marr, ex The Smiths, por quem eu tenho enorme admiração e considero uma das poucas lendas vivas. Fui olhar o line-up e escutar algumas das bandas que iam se apresentar, para não passar pela situação de não conhecer nenhuma música XD. Até que escutei The Strypes.
Fase adolescente
Minha reação foi de acelerar o coração e começar a, literalmente, surtar. Gritei para minha amiga e mostrei o vídeo de Hard to Say No. Ela começou a surtar também e ouvimos TODAS as músicas disponíveis no YouTube. Era um som tão bom, gostoso de ouvir, animado, e nos fez esquecer de tudo na hora. Poucas bandas  fizeram eu me sentir assim e eu comecei a botar fé na música atual.

Atualmente
Ok Amanda, mas quem são eles afinal? São quatro garotos de 18 a 20 anos, de Cavan, na Irlanda: Evan Walsh (bateria), Josh McClorey (guitarra e voz secundária), Pete O'Hanlon (baixo) e Ross Farelly (vocal, gaita, pandeiro e meu vocalista preferido de todos os tempos) formada em 2010. Eles fazem um som com muita influência de Blues e Rock, e a minha primeira impressão foi como se juntassem Sex Pistols, Arctic Monkeys e Jake Bugg. O que mais impressiona na banda é como eles fazem um som de primeira com instrumentos básicos e o fato de possuírem tanto talento com tão pouca idade. Não é a toa que grandes nomes como Elton John, Noel Galagher (ex Oasis) e Dave Grohl (Foo Fighters) são fãs declarados da banda.
Ross e Josh 
Evan e Pete
Chegamos no metrô próximo ao festival quando o show dos Strypes já tinha começado, e ouvimos a voz do Ross enquanto corríamos. Para completar, não achávamos a entrada e meu ingresso não passava na catraca. Acabamos vendo metade do show, mas voltamos para casa decididas a montar um fã clube no Twitter dedicado aos lads. Infelizmente isso durou pouco devido à muitos compromissos, mas ainda mantemos a conta de lembrança (para quem quiser, se chama @The_StrypesBr)
Enfim, estou aqui falando e cobrindo os garotos de elogios, mas o que você quer mesmo é ouvir esses caras e, garanto, não vão se decepcionar. Bora lá:

Hard to Say No

Eighty - Four


You Can't Judge a Book By The Cover


sexta-feira, 1 de abril de 2016

Publicidade e Propaganda: Primeiras Impressões

Olá, amores, faz tempo que não passo por aqui, mas é porque minha vida está um caos de correria! E eu agradeço muito por isso! Contei pra vocês que consegui uma bolsa de Publicidade e Propaganda na Anhembi Morumbi no último post, e agora, depois de umas semanas de curso, confiram o que estou achando disso tudo.
Minha grade curricular é bem simples, e confesso que achei estranha no começo. Tenho mais ou menos duas horas e meia de aula de segunda a quinta, com as seguintes matérias:

Introdução à Publicidade e Propaganda
fonte: pinterest
O nome já é bem auto-explicativo, é uma Introdução ao que faz um profissional de Publicidade e Propaganda, passando desde a História da Publicidade, até expressões usadas nesse ramo, elaboração de pequenas peças e noções básicas. É uma matéria muito interessante, principalmente pra quem entrou na faculdade com pouca ideia sobre a profissão.

Estrutura de Roteiros
fonte: pinterest
Tudo precisa de um roteiro a ser seguido para que seja bem feito, não é? Pois é disso que trata essa matéria. Passamos por enquanto por como montar um roteiro básico, termos usados pelos roteiristas, gêneros cinematográficos... Pra quem gosta de cinema como a melhor amiga do netflix aqui é um prato cheio, principalmente porque assistimos diversos filmes e criamos muitas histórias. Não gosto muito de alguns filmes que tivemos que assistir, admito. É interessante porque até mesmo comerciais precisam de um roteiro.

Arte e Cultura
Meu quadro preferido do mundo: Noite Estrelada - Vincent Van Gogh / fonte: pinterest
Em uma profissão que requer criatividade, é essencial ter um bom repertório cultural. Nessa matérias passamos pela História da Arte, tanto em pinturas, esculturas e arquitetura. Confesso que é complicado dar milhares de anos de Arte em um semestre, a própria professora diz, mas por isso é sempre bom pesquisar além fora da sala de aula. Livros de arte, museus, ou mesmo sites ajudam a montar um repertório interessante.

Comportamento de Compra e Consumo
fonte: pinterest
Não se pode falar de Publicidade e Propaganda sem falar de Marketing. É extremamente importante ter noções de mercado e como funciona o comportamento do consumidor para criar estratégias eficientes de chamar a atenção do produto. Está sendo minha matéria preferida, porque acho fascinante tentar entender o que faz uma pessoa agir de tal modo e todas influências por detrás. Está fazendo eu admirar muito mais essa profissão! Passamos por influências, grupos de consumidores, pesquisas quantitativas e qualitativas... É uma matéria muito extensa, mas muito interessante.

Comunicação e Expressão (online)
fonte: pinterest
É uma matéria à distância. Os alunos enrolam um pouco pelo fato de ser online, mas isso não diz que ela não seja importante. Passa sobre toda teoria de comunicação, a linguagem adequada para cada situação, tipos linguísticos... E tem prova presencial no final do semestre! Por isso é sempre bom não ignorar matérias online e sim aproveitar, afinal, todo conhecimento é bem vindo!
fonte: pinterest (mas logo eu tiro umas fotos de lá XD)
No geral, estou AMANDO o curso e a faculdade! A Anhembi Morumbi Centro tem uma ótima estrutura, uma biblioteca gigante cheia de livros que estou louca pra ler, laboratórios onde eu fico passando tempo de tarde, além de uma agência experimental de comunicação, onde podemos estagiar no futuro. Uma das coisas que eu mais gosto é a Rádio Aquário que fica bem no meio do pátio e parece um aquário mesmo! É um cubo transparente! Ficam tocando os mais diversos estilos musicais e anima muito o dia! Os restaurantes também são bem diversificados, destaque especial para o Clorofila, cheio de comidinhas naturais que eu adoro. E também não podemos deixar de falar do Starbucks, é uma tentação não comprar um Caramelo Machiato todo dia!
fonte: pinterest
Resumindo, por enquanto só tenho elogios e estou cada vez mais admirada com o caminho que escolhi tão inesperadamente!

Amanda