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domingo, 18 de dezembro de 2016

O Fim... e um novo começo?

Parece que já virou rotina eu ter q abandonar uma ideia e começar outra... 
Quem me acompanha sabe que eu já pensei nos mais diversos cursos Universitários, que comecei Arquitetura, larguei, comecei Publicidade e estava indo todo dia para outra cidade, longe de casa, para estudar. Porém, chegou a hora de pedir socorro.

Eu estava ficando doente. Não conseguia dormir nem comer direito, não tinha ânimo para fazer nada pois a viagem de ida e volta todo dia estava acabando com meu físico e minha mente. Eu passava mais tempo dentro do ônibus do que na sala de aula, já que estas iam das 7:30 às 10:00. Não tinha saúde para trabalhar e estudar, não tinha como morar em São Paulo, e não foi por falta de pesquisa! Passei meses planejando e não teve jeito. Então, até que ponto vale a pena?
Vou deixar um texto que escrevi no Facebook no dia em que tranquei a faculdade, com dor no coração, mas SEM arrependimentos:

As vezes achamos que fizemos a escolha certa. Nos empenhamos nessa escolha, damos nosso sangue, suor e lágrimas para ver esse objetivo alcançado. Mas até que ponto? Até que ponto certos sacrifícios valem a pena? Muitos de nós passamos por coisas muito ruins para "realizar um sonho", mas a que custo? Se distanciar de quem ama, prejudicar a saúde, arriscar a segurança. Adrenalina de estar sozinho é muito bom, mas devemos entender nossos limites como pessoa. Não é porque fulano consegue que eu tenho que conseguir. Cada um é um ser único com suas capacidades e limites e é importante observarmos isso com cautela. E ter um limite diferente não te faz superior ou inferior a ninguém. Todo esse texto pra dizer que sim, eu tentei, tentei ao máximo mas meu LIMITE chegou, e os sinais não podem ser ignorados. Todos têm capacidade para ser grandes! Tente ao máximo, mas saiba saber quando parar também. Isso não te faz fraco, jamais. Isso te faz um ser humano consciente de si mesmo, que está apenas buscando sua felicidade da forma que consegue. Um diploma não define seu potencial!

Foi difícil tomar a decisão de trancar a faculdade. De desistir de uma bolsa que eu lutei muito para conseguir, de uma profissão que eu gosto muito, mas São Paulo não é lugar pra mim. Eu agradeço muito ao Destino por ter me dado a chance de tentar por um ano essa vida. De sentir como é estudar na maior capital do país, em uma das maiores faculdades do país, com professores e amigos incríveis. Mas não me sinto mal, pois TENTEI. E é isso que eu desejo a todos vocês, que vocês TENTEM AO MÁXIMO. Corram atrás, se esforcem, lutem. Mas saibam entender os sinais do seu corpo, e quando é hora de parar. Isso não é covardia nem fraqueza! Quem não tenta e desiste antes, é COVARDE. Quem tenta e percebe que não consegue, é um VENCEDOR, pois foi atrás.
Obrigada a todos pelo apoio, e fico muito feliz de saber que inspirei e ajudei algumas pessoas. Mas isso não é o fim do blog! Espero que continuem me acompanhando em minha nova jornada (que vai ser surpresa até eu passar) e que vocês consigam passar no TOP 50. Não se cobrem tanto! Lembrem-se: 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Desabafo: Vale a pena estudar em outra cidade?

Quero começar falando uma coisa: EU AMO MINHA FACULDADE E MEU CURSO. Que isso fique bem claro logo de início. 
Estou terminando o segundo semestre de Publicidade e Propaganda na Anhembi Morumbi e, como moro em outra cidade, a mais ou menos 1h30min de São Paulo, as coisas são um pouquinho complicadas e eu vou listar os motivos

Morar longe de casa? 

Desde o começo, meus pais deixaram claro que não tínhamos dinheiro para que eu morasse confortavelmente em São Paulo, pois os gastos com aluguel, contas, alimentação, transporte, emergências e para visitá-los nos fins de semana estava acima do orçamento. Me desesperei porque tinha ganhado a bolsa da Universidade e queria muito tentar. Mas aí surgiu outra opção...


Ônibus Fretado

Descobrimos um ônibus que passava na rua de casa, fretado. Para quem não sabe, um Fretado é um transporte que você paga um valor fixo por mês e pode usufruir de ida e volta nos horários disponíveis. Esse ônibus me deixa no metrô, onde eu tenho que pegar umas 15 estações até a faculdade, com direito a baldeação! Eu teria que acordar as 4 da manhã para pegar o fretado as 5h e estar no metrô as 6:40 para chegar na Faculdade 7:30. Na volta, eu teria que pegar o ônibus as 15h para chegar 17h em uma cidade, atravessar uma balsa e então pegar outro ônibus e chegar 17:40 em casa. Cansei só de escrever, imagina passar por isso todo dia.
No começo, todos me alertaram, mas eu, persistente, quis tentar e continuar. E aguentei bastante, acho. Tudo melhorou quando meu namorado começou a fazer o mesmo trajeto que eu, pois ele estuda na mesma faculdade e mora na mesma rua que eu! Porém...


Cansaço x Saúde

Esse bate e volta 4 vezes por semana começou a fazer mal pra mim. Mesmo dormindo cedo, levando comida de casa e dormindo no ônibus, meu corpo começou a pedir socorro. Eu comecei a emagrecer, ter problemas de estômago, insônia e enxaquecas constantes. Isso estava acabando comigo, então voltei a falar com os meus pais sobre morar em São Paulo. Eu conseguiria um estágio, ajudaria com as contas e ficaria mais fácil comer e dormir. Mas aí o fator preço me prendeu novamente: Eu só teria como arcar com as contas de um quarto em um apartamento compartilhado, em um bairro não tão seguro. Comecei a desanimar de novo. Não tinha nenhuma amiga para dividir e fiquei bem aterrorizada de morar com pessoas que não conheço.


Sem Saída?

 Foi aí que a realidade bateu na porta: Eu, uma pessoa toda complicada com saúde e muito sensível, jamais vou conseguir morar com gente estranha em uma cidade tão louca quanto São Paulo.
Ir e voltar de fretado também está fora de condição, levando em conta minha saúde e, mesmo que eu decida aguentar, quando chegar a hora de fazer estágio não vou ter escolha a não ser me mudar para São paulo.
Existe a possibilidade de fazer faculdade aqui na minha cidade, mas todos formados em Publicidade aqui, vão disputar vagas no mercado de São Paulo, pois não há campo de trabalho na área aqui. Portanto, teria que escolher outro curso se quisesse ficar na cidade


Resumindo...

Ou eu continuo fazendo o curso que eu amo, na faculdade que eu amo, mas levando uma vida estressante, que pode afetar a minha saúde, OU fazer um curso que eu não gosto tanto assim, mas com a qualidade de vida de estudar perto de casa.

Estou num dilema até o final do semestre!

PS: Prometo parar de usar imagens de Tumblr assim que comprar uma câmera!
Beijosss


sábado, 6 de fevereiro de 2016

Finalmente: Passei no Top 50 da Anhembi Morumbi!

Amores eu estou muito feliz! Passei na faculdade que eu queria e ainda por cima ganhei a bolsa de que eu precisava! Mas vou dizer, foi uma barra e tanto...
fonte: Gremiotam
Eu estava estudando horrores, principalmente física. Não estava dando muita atenção pro meu namorado porque precisava estudar. Minha cabeça só estava focada nisso: PRECISO PASSAR. Eis que chega o tão temido dia... Entrei na sala tremendo, e tremi até entregarem a prova. Devorei meus chocolates logo no início. Até que entregam a maldita com a qual eu estava tendo pesadelos a dois meses. E a pressão de ver milhares de pessoas naquele campus, imaginando quantas deviam ter nos outros também e pensar que só 25 ganhariam a bolsa, fazia meu coração explodir. Mas aí respirei fundo, rezei, e abri o caderno...
fonte: Buzzfeed
Me animei assim que vi o tema da redação - não sei se posso falar disso na internet, então não vou divulgar - , pois era um assunto que eu dominava. Fiz o rascunho e fui para as questões. Não estavam muito complicadas, e eu me lembrava de ter estudado alguns temas durante as férias. As que eu não tinha a mínima ideia de como fazer, respirava fundo, e tentava usar a lógica, eliminar as obviamente erradas e focar em detalhes que poderiam dar uma pista. Claro que isso não funciona sempre quando você não tem absolutamente nenhuma ideia do que estejam falando. Mas mesmo assim é valido tentar. No mesmo dia saiu o gabarito, que eu nem quis ver, de tão nervosa que estava. Ficava repassando questões na cabeça pensando estarem todas erradas! E se a certa fosse a A e não a C??? E se aquela vírgula errada tirar meus pontos??
fonte: Buzzfeed
No dia anterior ao resultado, eu estava ansiosa já. Quando deu meia noite entrei no site, mas o resultado não tinha saído ainda. De manhã tentei mais algumas vezes e nada. Até que no meio da tarde lá está a lista. Eu comecei a tremer e fui descendo, já pessimista e ciente de que eu não iria passar. Mas então. no 11° lugar, eu vejo escrito o meu nome! EU NÃO CONSEGUIA ACREDITAR! Liguei correndo para as pessoas que sabiam do drama que eu estava passando e comecei a surtar! Fiquei imensamente feliz. Até que vem a notícia...
fonte: Buzzfeed
Minha mãe disse que não teria como me bancar em São Paulo. Era uma cidade cara e meu pai estava passando por uns problemas no serviço. Mesmo cortando alguns gastos, não seria o suficiente para eu morar lá. E ai... eu comecei a chorar. Chorei, desabafei, briguei e chorei mais um pouco.
fonte: Buzzfeed
Briguei com eles por não terem me dito isso antes de prestar, se não eu não teria nem feito essa prova, que estudei à toa e mais um monte de coisas. Mas depois que a cabeça esfriou eu entendi os motivos e demos um jeito: Ir de ônibus fretado até lá por um tempo, até as coisas melhorarem. E é assim que vou seguindo. Fazendo não o curso do meu sonho na faculdade do meu sonho. Mas o mais próximo que cheguei disso. Vai ser difícil, cansativo, é claro. Mas vou dar o meu melhor! E agradeço infinitamente pela oportunidade que estou tendo!

fonte: Tendencee
Beijos amores, 
Amanda

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Gripe e Alergia


Por que temos gripe? E por que ela surge quando menos podemos tê-la? Esse é meu questionamento de hoje. Eu cresci ficando doente facilmente. Não me alimentava direito e tinha rinite. Isso fazia com que direto eu tivesse dor de garganta, gripe, virose... Quando somos crianças tudo é tranquilo: significava que ficaríamos em casa vendo TV e jogando video-game ao invés de irmos para a escola. Mas chega uma idade em que não queremos ter gripe. Não podemos nos dar ao luxo de ter gripe. Então, como fazer para evitá-la e assim não alterar seus planos e afetar sua vida?
Suspeito que minhas gripes e alergias atuais sejam por causa do cursinho. Por algum motivo eles colocam o ar-condicionado congelando e não limpam o filtro, o que transforma a sala em um cubo gelado e empoeirado. Não importa onde eu sente, acabo me sentindo mal. Isso, somado à água gelada que eu fico tomando na sala, faz com que eu tenha no mínimo duas crises alérgicas por semana. Mas agora chega!
Pesquisei um monte para tentar achar alguma possível dica para melhorar minha situação, e nada. Apenas "evite ar-condicionado", "beba muito líquido", "mantenha o ar-condicionado limpo". Certo, beber muita água eu já faço, mas e quando não podemos evitar estar em um ambiente com ar-condicionado? Ou quando a manutenção e limpeza do mesmo não é de nossa responsabilidade? Receio que terei que conviver com minhas crises alérgicas, que, mesmo amenizadas com Homeopatia, Acupuntura e altas doses de Sorine no nariz, ainda me incomodam mais do que eu gostaria. Boa sorte pra todos alérgicos e gripados que estão lendo!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Arquitetura, Jornalismo ou TI? - um resumo da minha vida

Agora vem aquele post super cliché de todos os blogs: a apresentação. Quem sou eu, os motivos que me levaram a escrever esse blog, o que eu gosto de fazer, etc. E, para não quebrar a tradição, aqui vamos nós:
Pra começo de conversa, o nome do blog. Dramas de Amanda. É um nome bem auto-explicativo. Sou muito dramática com tudo que acontece, e quem me conhece bem aprendeu a não levar tão a serio meus chiliques diários.
Decidi começar a escrever de assuntos aleatórios apenas para extravasar. Esse ano foi possivelmente o mais sem sentido da minha vida e nada melhor do que escrever para se sentir um pouco melhor. Mas, Amanda, que coisas são essas?
O ano parecia promissor: Eu tinha passado na faculdade de Arquitetura e iria estudar com minha melhor amiga do Ensino Médio. Arquitetura parecia o curso perfeito para mim: tinha Artes, História e Matemática, minhas matérias preferidas desde pequena (e eu também adorava criar casas no The Sims, pobre iludida) Mas alguma coisa estava errada. Eu não estava gostando do curso, nem um pouco. E me sentia extremamente mal por isso, já que todos ao meu redor estavam felizes, me motivando, e realmente não existia nenhum motivo aparente para que eu não gostasse. Mas não aguentei, e desisti com um mês de curso. Pode parecer precipitado, e que talvez eu gostasse futuramente, me adaptasse à faculdade e me desse bem. Mas sabem aquela sensação de algo está errado e você não sabe dizer o que é, mas parece que alguma coisa te impede de continuar? Era isso que eu sentia. E depois de muita discussão em casa, e correria pra vender todo material de Arquitetura (que por sinal era caríssimo) pra quem ainda não tinha comprado, minha matrícula foi cancelada.
E agora, o que fazer da vida? Fiquei em estado de desespero por um bom tempo, chorava todo dia e ficava até de madrugada no Guia do Estudante procurando TUDO sobre TODAS as profissões, já que dessa vez queria escolher certo. Mais uma desistência me arruinaria. E passaram-se umas semanas, até que me decidi por Jornalismo. Parecia incrível, eu gostava de escrever e pesquisar sobre as mais diversas coisas, era curiosa sobre culturas diferentes, política internacional, moda, qualquer área em que pudesse falar muito sobre muitas coisas. Até que veio o choque: Jornalistas estavam entre as carreiras menos remuneradas e com mais desemprego da atualidade. Além de ter que ouvir todos que me apoiavam em Arquitetura me colocarem pra baixo sobre Jornalismo, minha própria consciência estava desconfiada. E lá veio outra crise existencial.
Decidi então dar um tempo no stress, e me foquei em aprender coreano. Pode ser que isso nunca sirva para nada na minha vida, mas me ajudou a mudar o rumo que minhas crises estavam tomando. Foquei em mim, fiz coisas que eu queria, sozinha, já que todos amigos estavam estudando (e eu vagabundeando). Foi solitário, mas me ajudou a me conhecer um pouco mais e me desligar de influências externas. Eu faria o que quisesse, e apenas isso.
Depois de meses, de viajar para Porto Alegre e empacar no nível básico de coreano, comecei a fazer um cursinho semi-extensivo pré-vestibular, para ver se, em contato com gente diferente e ideias diferentes, talvez eu achasse a profissão certa pra mim. Ledo engano. Só fiz amizade com gente que também estava indecisa (uma dessas pessoas acabou virando meu namorado, mas isso é outra história). Acabei me decidindo por seguir carreira em TI. Mas Amanda, de Arquitetura pra Jornalismo e TI é uma distância enorme! Sim, eu sei. E ainda estou indecisa. Escolhi o curso por gostar de Matemática, mas não querer nenhuma Engenharia. Pode ser que esteja no caminho errado, ou não, mas isso só tentando para saber.
Ainda estou indecisa, pois me vejo fazendo um monte de cursos diferentes, tanto de Humanas quanto de Exatas ou Biológicas. Todas áreas possuem cursos que eu gosto e isso me classifica como Divergente XD e isso me classifica como a rainha da indecisão. E espero que alguém leia esse blog e acompanhe minha jornada em busca de uma faculdade que me faça feliz! (Vai que até o final do ano eu mudo de ideia de novo?)

Kisses,
Amanda