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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Chester Bennington - 1976 - 2017


"Em meio a lágrimas sinto a necessidade de escrever isso. Sempre fui uma garota depressiva, isso não é novidade. Minha fuga era a música, onde artistas com os mesmos sentimentos que eu me faziam sentir mais aceita, mais normal. Antes de My Chemical Romance, Tokio Hotel, Black Veio Brides, 30 Seconds to Mars, Green Day, Fall Out Boy, entre outras bandas, eu conheci Linkin Park. Foi minha porta de entrada pra esse mundo que me salvou. Me lembro de ter 11 anos e ficar cantando In the End até decorar, foi a primeira música em inglês que eu decorei. Chester Bennington sempre foi e sempre será um exemplo pra mim, suas músicas que sempre me emocionaram, suas frases, seu papel como músico, amigo e pai. Queria ter te conhecido... descanse em paz, Chester, e obrigada em nome de todos os fãs que você salvou..." Amanda Porto, hoje, Facebook

Chester se foi... Linkin Park inspirou muita gente e Chester foi o grande ídolo de toda uma geração, disso não há duvida. A voz do Chester é uma das coisas que eu mais me lembro da minha pré-adolescência e, até hoje, para mim não há voz masculina mais linda. Aquela voz que me acalmava em todas situações. Me lembro de escutar Linkin Park antes e depois de provas difíceis, antes de qualquer acontecimento tenso, quando tinha insônia ou quando andava de moto. Assistia Transformes só porque sabia que teria Linkin Park na trilha sonora. Sua voz passava enorme força e emoção. Suas letras, então, faziam-nos sentir que alguém sentia o mesmo que nós, nos identificávamos com muitas das mensagens cantadas. Porém, não percebemos que muitas delas, na verdade, pareciam um pedido de ajuda do próprio Chester. 

Suas letras eram profundamente depressivas, como se fossem um grito de socorro e um enorme desabafo sobre o que ele passou durante todos esses anos. E parece que quase ninguém levou isso a sério, pelo menos não tão a sério quando deveriam. Isso nos leva a refletir sobre um dos maiores problemas da sociedade atual.



Depressão e Suicídio

A depressão está tomando conta de mais e mais pessoas, fiz um texto sobre isso aqui. Precisamos MUITO falar sobre isso. Ver o que aconteceu com o Chester, um cara que salvou milhares de vidas com suas mensagens de superação, me fez refletir que muitas vezes as pessoas que menos esperamos estão passando por problemas sérios e tudo que precisam é apoio, ou simplesmente de alguém para desabafar. Nós muitas vezes deixamos isso passar batido, e percebo que isso é mais frequente com homens que mulheres. É visto como "normal" mulheres serem mais emotivas e parece que as pessoas tem um cuidado maior quando se trata de sentimentos femininos. Mas os homens são desencorajados a mostrarem seus sentimentos desde pequenos. 

Quantas vezes vimos pais falando para os filhos "não chora que é coisa de menina", "seja macho, para de chorar moleque" entre outras coisas? Muitos homens sensíveis e emotivos crescem com esse estigma e tentam a todo custo esconder suas emoções pra não ser motivo de chacota, ou porque cresceram ouvindo que é "errado" homem ser assim. Quantas vezes impedimos que os homens falem sobre seus sentimentos com liberdade? Devemos encorajar TODOS a serem abertos quanto a isso.
Além disso, precisamos reparar mais no próximo. Um "tudo bem?" pode fazer maravilhas na vida de alguém. Se mostrar disposto a ouvir as pessoas e ajudar é muito importante e faz uma baita diferença. Não devemos ter vergonha de ajudar alguém emocionalmente abalado, assim como não devemos ter vergonha de pedir ajuda.


Chester Bennington

Ouvindo seu ultimo album, One More Light, conseguimos perceber a diferença dos outros. Apesar do ritmo pop, as letras são muito pesadas e tristes. É difícil de acreditar que isso tudo aconteceu com alguém que ajudou a tantas pessoas, mas não conseguiu ajudar a si mesmo. Líder de uma banda maravilhosa e uma família linda, Chester vai deixar um enorme vazio. É impossível entrar em qualquer rede social sem ver a dor dos fãs e suas homenagens. Por favor, não vamos deixar sua morte seja em vão e que mais Chesters morram. Vamos nos ajudar e prestar atenção. Nós temos o poder da palavra e isso pode salvar vidas. Usem-os!

Segue a playlist de minhas músicas preferidas deles:



Nem sempre quando sorrimos, significa que estamos bem... Sentiremos sua falta, para sempre, Chester.


sexta-feira, 20 de maio de 2016

The Strypes: Meus Salvadores

Sabe quando você não aguenta mais a sua playlist? Você passa de música em música e nenhuma parece te agradar, todas te enjoam. Então você decide ligar o rádio à procura de novidades e tudo que consegue encontrar é mais chatice. Músicas quase todas parecidas com vozes e ritmos parecidos (sem querer generalizar, mas quase todas). Foi num desses dias que eu descobri The Strypes. Foi como uma brisa de ar fresco no meio de todo esse mundo saturado da música.
Baby Strypes em 2010
Eu estava me preparando para ir no Festival Cultura Inglesa de 2015, louca para ver o Johnny Marr, ex The Smiths, por quem eu tenho enorme admiração e considero uma das poucas lendas vivas. Fui olhar o line-up e escutar algumas das bandas que iam se apresentar, para não passar pela situação de não conhecer nenhuma música XD. Até que escutei The Strypes.
Fase adolescente
Minha reação foi de acelerar o coração e começar a, literalmente, surtar. Gritei para minha amiga e mostrei o vídeo de Hard to Say No. Ela começou a surtar também e ouvimos TODAS as músicas disponíveis no YouTube. Era um som tão bom, gostoso de ouvir, animado, e nos fez esquecer de tudo na hora. Poucas bandas  fizeram eu me sentir assim e eu comecei a botar fé na música atual.

Atualmente
Ok Amanda, mas quem são eles afinal? São quatro garotos de 18 a 20 anos, de Cavan, na Irlanda: Evan Walsh (bateria), Josh McClorey (guitarra e voz secundária), Pete O'Hanlon (baixo) e Ross Farelly (vocal, gaita, pandeiro e meu vocalista preferido de todos os tempos) formada em 2010. Eles fazem um som com muita influência de Blues e Rock, e a minha primeira impressão foi como se juntassem Sex Pistols, Arctic Monkeys e Jake Bugg. O que mais impressiona na banda é como eles fazem um som de primeira com instrumentos básicos e o fato de possuírem tanto talento com tão pouca idade. Não é a toa que grandes nomes como Elton John, Noel Galagher (ex Oasis) e Dave Grohl (Foo Fighters) são fãs declarados da banda.
Ross e Josh 
Evan e Pete
Chegamos no metrô próximo ao festival quando o show dos Strypes já tinha começado, e ouvimos a voz do Ross enquanto corríamos. Para completar, não achávamos a entrada e meu ingresso não passava na catraca. Acabamos vendo metade do show, mas voltamos para casa decididas a montar um fã clube no Twitter dedicado aos lads. Infelizmente isso durou pouco devido à muitos compromissos, mas ainda mantemos a conta de lembrança (para quem quiser, se chama @The_StrypesBr)
Enfim, estou aqui falando e cobrindo os garotos de elogios, mas o que você quer mesmo é ouvir esses caras e, garanto, não vão se decepcionar. Bora lá:

Hard to Say No

Eighty - Four


You Can't Judge a Book By The Cover